“Inspire-se. Supere. Conquiste. Aqui nasce a sua melhor versão.”
Mulher de costas sentada em banco de parque olhando árvores e a paisagem da cidade ao fundo sob luz suave da manhã

Glaucoma na mulher: sintomas, exames e tratamento

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento com médico ou outro profissional de saúde. Em caso de sintomas, procure atendimento. Em emergência, ligue 192 (SAMU).

Atualizado em 03/11/2026. Texto informativo, escrito com base nas fontes listadas ao final.

O glaucoma é uma doença do nervo óptico que compromete o campo visual e pode ter como desfecho a cegueira irreversível, segundo o Ministério da Saúde. Na maior parte dos casos, ele avança devagar e sem sintomas. Por isso o glaucoma na mulher, assim como no homem, costuma ser descoberto em exames de rotina. Para as mulheres há um cuidado extra: alguns colírios usados no tratamento exigem atenção em quem está grávida ou pode engravidar.

O que é glaucoma e como ele afeta a visão?

O glaucoma é uma neuropatia óptica, ou seja, uma lesão do nervo que leva as informações do olho ao cérebro, e por isso afeta o campo visual. De acordo com o protocolo clínico do Ministério da Saúde, a doença pode evoluir até a cegueira irreversível.

Não se trata de uma condição rara. O mesmo protocolo do Ministério da Saúde registra que o Conselho Brasileiro de Oftalmologia adota a estimativa de que o glaucoma atinja de 2% a 3% da população brasileira com mais de 40 anos.

A forma como a visão é perdida também preocupa. Segundo o Manual MSD, a perda visual do glaucoma geralmente acontece devagar e pode passar despercebida até que uma parte considerável da visão já tenha sido comprometida.

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O glaucoma pode evoluir sem sintomas?

Sim, e esse é o principal motivo para não esperar sinais antes de buscar avaliação. Com exceção do glaucoma agudo, que começa de forma súbita, a doença costuma evoluir lentamente e principalmente sem sintomas, segundo o Ministério da Saúde.

Na prática, enxergar bem para ler, dirigir ou usar o celular não garante que o nervo óptico esteja saudável. Imagine, como exemplo hipotético, uma mulher que procura o oftalmologista apenas para trocar os óculos de leitura: é justamente numa consulta de rotina como essa que uma alteração pode ser percebida, antes de qualquer queixa.

Quais sinais podem indicar uma crise aguda de glaucoma?

A crise aguda é diferente da forma lenta: os sintomas surgem de repente e podem ser intensos. O Manual MSD descreve que um ataque súbito de glaucoma pode ser uma emergência médica e pode causar:

  • dor intensa nos olhos e na cabeça;
  • olho subitamente vermelho;
  • visão turva ou perda da visão;
  • náusea;
  • círculos coloridos ao redor das luzes.

Diante desse conjunto de sinais, o caminho não é esperar passar nem pingar colírio por conta própria, e sim buscar atendimento de urgência imediatamente.

Quem tem histórico familiar de glaucoma deve fazer exames antes dos 40 anos?

O histórico familiar é um dos fatores associados ao glaucoma, então quem tem parentes com a doença deve informar isso ao oftalmologista e definir com ele quando começar os exames. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, além da pressão intraocular elevada, estão associados ao glaucoma a idade acima de 40 anos, o histórico familiar, o diabetes melito tipo 2 e a miopia ou a hipermetropia, conforme o tipo da doença.

Para quem tem parente com glaucoma, a orientação prática é mencionar esse dado em toda consulta e perguntar ao oftalmologista quando iniciar as avaliações e com que frequência repeti-las, já que essa decisão considera o conjunto de fatores de cada pessoa. A consulta oftalmológica pode entrar no planejamento de saúde junto com a lista de exames preventivos da mulher em cada idade.

Quais exames são usados para diagnosticar glaucoma?

O diagnóstico combina a medida da pressão dentro do olho com exames que mostram se já existe dano à visão. De acordo com o Ministério da Saúde, a investigação inclui:

  • Medida da pressão intraocular (tonometria): feita em diferentes dias e horários, para reconhecer como a pressão varia ao longo do dia.
  • Campimetria visual computadorizada: considerada o exame padrão-ouro para detectar o dano funcional causado pelo glaucoma e acompanhar sua progressão.

Como a campimetria também serve para acompanhar a evolução da doença, ela pode ser repetida durante o seguimento, permitindo comparar resultados ao longo do tempo.

Pressão intraocular normal descarta glaucoma?

Não necessariamente. O protocolo do Ministério da Saúde considera normais valores de pressão intraocular entre 10 e 21 mmHg, mas a pressão elevada é apenas um dos fatores associados à doença, ao lado de idade, histórico familiar, diabetes e alterações de grau.

Além disso, a pressão muda ao longo do dia. Por isso o Ministério da Saúde orienta medi-la em diferentes dias e horários: uma única medida dentro da faixa normal pode não refletir o que acontece em outros momentos. Como o glaucoma é uma lesão do nervo óptico que afeta o campo visual, o diagnóstico depende também de exames como a campimetria, e não só do número da pressão.

Como o glaucoma é tratado pelo SUS?

No SUS, o tratamento pode envolver medicamentos, laser ou cirurgia, conforme o tipo e a gravidade do glaucoma e as características de cada pessoa, segundo a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec.

O tratamento atua sobre a pressão intraocular e tem como objetivo principal diminuir a progressão da doença, de acordo com o Ministério da Saúde. O protocolo também orienta repetir a medida da pressão quatro semanas depois de iniciar ou modificar o tratamento, para verificar a resposta.

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O acesso começa, em geral, pela Unidade Básica de Saúde (UBS), que faz o encaminhamento para o oftalmologista da rede. Algumas atitudes ajudam a manter o tratamento no rumo:

  • usar os colírios exatamente como prescritos, sem interromper por conta própria;
  • comparecer aos retornos, mesmo sem sintomas;
  • levar a lista de todos os remédios em uso para as consultas;
  • avisar o médico sobre gravidez, desejo de engravidar ou uso de contraceptivos.

Mulheres grávidas ou que podem engravidar precisam de cuidados especiais com colírios para glaucoma?

Sim. O protocolo do Ministério da Saúde orienta evitar três colírios da classe dos análogos de prostaglandina em gestantes e em mulheres férteis que não usam métodos contraceptivos. O motivo é que não se conhece o efeito desses medicamentos na musculatura lisa do útero, e não se pode descartar um risco teórico de aborto.

Isso não significa que a mulher deva parar o tratamento sozinha ao descobrir uma gravidez. O caminho é avisar o oftalmologista o quanto antes, para que ele avalie alternativas com orientação médica. Quem usa contraceptivo e pensa em interromper o método também deve conversar com o médico antes e entender o que muda ao parar o anticoncepcional depois de anos de uso.

A visão perdida por glaucoma pode ser recuperada?

Não. O Ministério da Saúde descreve a cegueira causada pelo glaucoma como irreversível, e o tratamento tem como objetivo diminuir a progressão da doença, não devolver a visão já perdida.

Essa é a razão pela qual o diagnóstico precoce faz tanta diferença: quanto mais cedo o glaucoma é identificado, mais cedo é possível começar a proteger a visão que ainda existe.

Quando procurar atendimento?

Sinais de crise aguda pedem atendimento imediato, enquanto fatores de risco sem sintomas pedem consulta programada. A tabela resume o caminho no SUS:

SituaçãoO que fazer
Dor intensa no olho e na cabeça, olho vermelho de repente, náuseaUrgência: ir a uma UPA ou pronto-socorro na hora ou ligar para o SAMU 192
Visão turva ou perda súbita da visão, círculos coloridos ao redor das luzesUrgência: UPA, pronto-socorro ou SAMU 192
Histórico familiar, diabetes, miopia ou hipermetropia, sem sintomasAgendar consulta na UBS e pedir encaminhamento ao oftalmologista
Glaucoma já diagnosticado e incômodo com o colírioNão suspender; procurar a UBS ou o oftalmologista para reavaliar
Gravidez descoberta ou planejada durante o tratamentoAvisar o oftalmologista o quanto antes, sem interromper o colírio sozinha

Segundo o Manual MSD, o ataque súbito de glaucoma pode ser uma emergência médica, por isso não vale esperar a consulta de rotina quando esses sintomas aparecem.

Perguntas frequentes

Quem tem miopia tem mais chance de ter glaucoma?

A miopia e a hipermetropia aparecem entre os fatores associados ao glaucoma, conforme o tipo da doença, segundo o Ministério da Saúde. Isso não quer dizer que toda pessoa com grau vá desenvolver o problema, mas reforça a importância de manter as consultas oftalmológicas em dia e de contar ao médico sobre o grau e sobre casos de glaucoma na família.

Diabetes aumenta o risco de glaucoma?

O diabetes melito tipo 2 está entre os fatores associados ao glaucoma listados pelo Ministério da Saúde. Mulheres com diabetes já costumam ter acompanhamento regular na UBS, e essa rotina pode incluir o pedido de avaliação com oftalmologista. Informar há quanto tempo convive com o diabetes e quais remédios usa ajuda o profissional a planejar os exames.

Posso parar o colírio se a pressão do olho melhorar?

Não sem orientação. O tratamento atua sobre a pressão intraocular com o objetivo de diminuir a progressão do glaucoma, conforme o Ministério da Saúde. Uma pressão boa na consulta pode ser justamente o efeito do colírio. Qualquer mudança deve ser decidida pelo oftalmologista, e o protocolo prevê nova medida da pressão quatro semanas após alterar o tratamento.

Uma única medida da pressão do olho é suficiente?

Geralmente não. A pressão intraocular varia ao longo do dia, e o Ministério da Saúde orienta medi-la em diferentes dias e horários durante a investigação. Além disso, a campimetria visual computadorizada é considerada o exame padrão-ouro para detectar o dano do glaucoma, o que mostra que o diagnóstico vai além de um número isolado de pressão.

Planejo engravidar e uso colírio para glaucoma: o que fazer?

Converse com o oftalmologista antes de tentar engravidar. O Ministério da Saúde orienta evitar alguns colírios da classe dos análogos de prostaglandina em gestantes e em mulheres férteis sem contracepção, por um risco teórico que não pode ser descartado. O médico pode avaliar a troca do tratamento com antecedência. Não interrompa nem substitua o colírio por conta própria.

Fontes

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