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Mulher vista de costas caminhando em uma trilha arborizada com uma acompanhante ao longe.

Doença arterial coronariana na mulher

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento com médico ou outro profissional de saúde. Em caso de sintomas, procure atendimento. Em emergência, ligue 192 (SAMU).

Atualizado em 06/10/2026. Texto informativo, escrito com base nas fontes listadas ao final.

A doença arterial coronariana (DAC) é uma condição em que o fluxo de sangue que chega ao músculo cardíaco fica parcial ou completamente bloqueado. Em geral, isso ocorre pelo acúmulo de colesterol e outras gorduras nas paredes das artérias do coração, formando placas, como explica o Manual MSD, em suas considerações sobre a DAC.

Na mulher, a doença pode não ser reconhecida de imediato, especialmente quando os sinais não correspondem à imagem mais conhecida de um infarto com dor forte no peito. Conhecer os fatores de risco e saber quando buscar atendimento ajuda a não ignorar sintomas que podem exigir resposta rápida.

O que é doença arterial coronariana?

A DAC acontece quando uma ou mais artérias coronárias deixam de fornecer sangue suficiente ao coração. O estreitamento pode se desenvolver gradualmente por causa de placas de gordura, mas um bloqueio também pode ser parcial ou completo, conforme descreve o Manual MSD.

Quando o fluxo é reduzido, podem surgir sintomas como desconforto no peito, sobretudo durante esforço. Se o fornecimento de sangue ao coração for interrompido de forma aguda, pode ocorrer um infarto. A avaliação médica é necessária para diferenciar a DAC de outras causas de dor ou mal-estar e decidir quais exames e cuidados são apropriados.

Quais são os fatores de risco para doença arterial coronariana em mulheres?

Os fatores de risco incluem tabagismo, pressão alta, alterações de colesterol e outras gorduras no sangue, diabetes e histórico familiar de DAC precoce. O Ministério da Saúde considera precoce esse histórico quando ocorreu em familiar homem antes dos 55 anos ou em familiar mulher antes dos 65 anos; o risco também aumenta progressivamente a cada década depois dos 40 anos, segundo a linha de cuidado do infarto do Ministério da Saúde.

Ter um ou mais fatores não significa que a pessoa terá um infarto, assim como a ausência de sintomas não confirma que o coração esteja livre de doença. É importante informar à equipe de saúde o histórico pessoal e familiar, o uso de tabaco e condições como hipertensão, diabetes ou alterações de colesterol. A equipe pode avaliar o conjunto dessas informações e indicar acompanhamento ou exames quando necessário.

A doença arterial coronariana pode não causar sintomas?

Sim. A DAC pode não provocar sinais evidentes por algum tempo, e alterações de colesterol também costumam não causar sintomas, conforme informa o Ministério das Mulheres. Por isso, sentir-se bem não substitui a avaliação dos fatores de risco nem os exames indicados em consulta.

Também é importante distinguir ausência de dor no peito de ausência de infarto. O infarto pode ocorrer sem esse sintoma, situação mais provável entre mulheres e alguns outros grupos, de acordo com o Manual MSD sobre síndromes coronarianas agudas. Sinais diferentes do habitual merecem atenção, sobretudo se surgirem de repente ou em conjunto.

Quais sintomas de infarto podem ser diferentes nas mulheres?

Além de pressão, aperto ou queimação no peito, um infarto pode causar falta de ar, náuseas, suor, tontura ou sensação de desmaio. A dor ou o desconforto também pode irradiar para braços, costas, ombros, pescoço ou mandíbula, de acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

Nas mulheres, o quadro pode aparecer com sintomas menos típicos ou diferentes, o que pode dificultar o reconhecimento de que se trata de um problema cardíaco. O Manual MSD destaca que essa diferença pode atrasar a identificação. Não é necessário que todos os sinais estejam presentes para buscar ajuda.

Sinal ou situaçãoO que fazer
Pressão, aperto ou queimação no peito, com ou sem dor irradiadaSe houver suspeita de infarto, acionar imediatamente o SAMU 192.
Falta de ar, náusea, suor, tontura ou sensação de desmaio, especialmente junto de desconforto no peitoTratar como possível urgência e ligar para o SAMU 192.
Fatores de risco, mas sem sinais de urgência no momentoBuscar avaliação e acompanhamento na Unidade Básica de Saúde.

Mulheres podem ter infarto sem dor no peito?

Sim. A dor no peito pode estar ausente durante um infarto. O Manual MSD informa que cerca de um terço das pessoas que têm infarto não sente dor no peito, e que isso é mais provável entre mulheres e alguns outros grupos de maior risco; diante de sintomas suspeitos, a ausência desse sinal não deve ser usada para descartar uma emergência (Manual MSD).

Falta de ar, náusea, suor, tontura ou mal-estar junto a um desconforto incomum podem ser sinais de alerta. Se houver suspeita de infarto, não se deve esperar que a dor no peito apareça para pedir ajuda. A Biblioteca Virtual em Saúde orienta acionar imediatamente o serviço de emergência pelo número 192 diante de sinais suspeitos.

A menopausa aumenta o risco cardiovascular da mulher?

A transição para a menopausa e o período após ela estão associados a mudanças no metabolismo das gorduras. O Ministério das Mulheres informa que, depois da menopausa, há tendência de aumento do colesterol total, do LDL e dos triglicerídeos, além de redução do HDL; essas alterações podem influenciar o perfil de risco cardiovascular (Ministério das Mulheres).

Isso não significa que a menopausa, por si só, confirme a presença de DAC. O acompanhamento deve considerar também pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar e resultados de exames, quando indicados. Para conhecer outros aspectos dos cuidados nessa fase, veja também o conteúdo sobre menopausa e cuidados após a histerectomia.

Como prevenir doença arterial coronariana?

A prevenção envolve identificar e acompanhar os fatores de risco, conversar com a equipe de saúde sobre exames indicados e evitar o tabagismo. Como alterações de colesterol podem não causar sintomas, não é possível avaliar esse fator apenas pela forma como a pessoa se sente; o acompanhamento e os exames, quando recomendados, ajudam a reconhecê-las, conforme o Ministério das Mulheres.

A atividade física regular também faz parte dos cuidados gerais. A recomendação apresentada pelo Ministério das Mulheres é praticar de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana (Ministério das Mulheres). A atividade deve ser adequada às condições de saúde de cada pessoa, com orientação profissional quando necessária.

Uma consulta na Unidade Básica de Saúde pode ajudar a organizar o acompanhamento de acordo com a idade, os antecedentes e as necessidades individuais. Para planejar cuidados preventivos em diferentes fases da vida, consulte também o guia sobre exames preventivos da mulher e quando fazê-los.

Quais exames podem ajudar a diagnosticar um infarto?

Na suspeita de síndrome coronariana aguda, o eletrocardiograma e exames de sangue ajudam a confirmar o diagnóstico. O eletrocardiograma é descrito como o exame inicial mais importante nesse contexto pelo Manual MSD.

Os resultados são interpretados junto dos sintomas e da avaliação clínica. Não cabe à pessoa decidir em casa se o quadro é ou não um infarto com base em um sintoma isolado. Se os sinais forem suspeitos, o atendimento de emergência deve ser acionado sem aguardar exames feitos em consulta de rotina.

Quando a dor no peito exige atendimento de emergência?

Dor ou desconforto no peito exige atenção imediata quando há suspeita de infarto, especialmente se vier com falta de ar, suor, náuseas, tontura, sensação de desmaio ou dor que se espalha para braços, costas, ombros, pescoço ou mandíbula. A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde orienta acionar o serviço de emergência pelo 192 diante de sinais suspeitos.

Não é necessário ter todos os sintomas ou uma dor intensa para pedir ajuda. Sintomas cardíacos podem ser diferentes nas mulheres, e o infarto pode acontecer sem dor no peito, como ressalta o Manual MSD. Na suspeita de infarto, a prioridade é ligar para o SAMU 192.

Quando procurar atendimento?

O caminho depende da presença de sinais de urgência. Se houver possível infarto, deve-se ligar para o SAMU 192; se não houver sintomas de emergência, mas existir preocupação com fatores de risco ou necessidade de acompanhamento, a UBS é o ponto de partida para avaliação e orientações. A UPA pode ser procurada para uma necessidade de atendimento urgente, mas não deve substituir o acionamento do SAMU diante de suspeita de infarto.

  • SAMU 192: diante de pressão, aperto ou queimação no peito, falta de ar, suor, náusea, tontura, desmaio ou outros sinais que levantem suspeita de infarto. A orientação de acionar o 192 é divulgada pela Biblioteca Virtual em Saúde.
  • UPA: para avaliação de uma condição urgente que precisa de atendimento, sem deixar de ligar para o SAMU se houver suspeita de infarto.
  • UBS: para acompanhamento sem urgência, avaliação de fatores de risco e conversa sobre exames preventivos indicados.

Perguntas frequentes

O que é doença arterial coronariana?

É uma condição em que o fluxo de sangue para o músculo cardíaco fica parcial ou completamente bloqueado. Em geral, isso acontece pelo acúmulo de colesterol e outras gorduras nas artérias coronárias, formando placas. A doença pode se desenvolver gradualmente, e a avaliação profissional ajuda a identificar fatores de risco e definir os cuidados necessários, como explica o Manual MSD.

Quais são os fatores de risco para doença arterial coronariana em mulheres?

Entre os fatores estão tabagismo, hipertensão, dislipidemia, diabetes e histórico familiar de DAC precoce. O Ministério da Saúde considera precoce o histórico em familiar homem com menos de 55 anos ou em familiar mulher com menos de 65 anos; também informa que o risco aumenta progressivamente a cada década após os 40 anos (Ministério da Saúde).

Mulheres podem ter infarto sem dor no peito?

Sim. A dor pode faltar, e o infarto pode aparecer com falta de ar, náusea, suor, tontura ou sensação de desmaio. Cerca de um terço das pessoas que têm infarto não sente dor no peito, com maior probabilidade entre mulheres e alguns outros grupos de risco, segundo o Manual MSD. Sintomas suspeitos justificam pedir ajuda.

A menopausa aumenta o risco cardiovascular da mulher?

A transição para a menopausa e o período posterior estão associados a mudanças no metabolismo das gorduras. Após a menopausa, há tendência de aumento do colesterol total, do LDL e dos triglicerídeos e de redução do HDL, informa o Ministério das Mulheres. Isso não confirma DAC; a avaliação deve considerar o conjunto dos fatores e os exames indicados.

Quando devo ligar para o SAMU 192 por suspeita de infarto?

Ligue imediatamente se houver sinais suspeitos, como pressão, aperto ou queimação no peito, falta de ar, suor, náusea, tontura ou sensação de desmaio, mesmo sem dor no peito. Dor que se espalha para braços, costas, ombros, pescoço ou mandíbula também pode ser sinal de alerta. A Biblioteca Virtual em Saúde orienta acionar o serviço de emergência pelo número 192.

Fontes

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