facebook
“Inspire-se. Supere. Conquiste. Aqui nasce a sua melhor versão.”
Alopecia feminina: tratamentos reais, estratégias práticas e resultados visíveis

Alopecia feminina: tipos, causas e tratamento

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento com médico ou outro profissional de saúde. Em caso de sintomas, procure atendimento. Em emergência, ligue 192 (SAMU).

Atualizado em 24/09/2026. Texto informativo, escrito com base nas fontes listadas ao final.

A alopecia feminina é a queda ou o afinamento do cabelo em mulheres além do que o ciclo normal dos fios explica. É comum e tem várias causas: algumas passam sozinhas, como a queda depois do parto, e outras pedem tratamento contínuo, como a alopecia androgenética. O primeiro passo é descobrir o tipo com um dermatologista, porque cada tipo tem um tratamento diferente.

Quanto cabelo é normal perder por dia?

Perder de 50 a 100 fios por dia é normal, segundo o Manual MSD. No dia da lavagem, podem cair até 250, porque o xampu solta fios que já iam cair. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) usa uma faixa parecida, de 100 a 120 fios por dia.

Mais do que contar fios, vale observar o padrão. Segundo a SBD, a queda preocupa quando os fios se acumulam no ralo, na escova ou no travesseiro, quando saem em tufos ou quando a risca do cabelo fica mais aberta.

Quais são os tipos de alopecia em mulheres?

Os tipos mais comuns são a alopecia androgenética, o eflúvio telógeno e a alopecia areata. As alopecias por tração e as cicatriciais são menos frequentes.

Alopecia androgenética (padrão feminino)

A alopecia androgenética é uma condição genética e hormonal que afina os fios de forma lenta e progressiva, segundo a SBD. Nas mulheres, o afinamento se concentra no alto e no centro da cabeça. É a causa mais comum de queda de cabelo.

Ela fica mais frequente depois da menopausa: em média 50% das mulheres acima de 50 anos têm algum grau de alopecia androgenética, segundo a SBD. Pode vir com acne, menstruação irregular e excesso de pelos, mas na maioria das vezes os exames hormonais são normais.

Eflúvio telógeno (queda depois de um gatilho)

O eflúvio telógeno é um aumento temporário da queda que aparece cerca de três meses depois de um evento que sobrecarrega o corpo. Segundo a SBD, os gatilhos mais comuns são pós-parto, febre, infecções, dietas muito restritivas, cirurgias (principalmente a bariátrica) e estresse. Podem cair de 200 a 300 fios por dia. A queda dura de dois a quatro meses e melhora sozinha quando não há outra doença por trás. Veja também o guia sobre recuperação hormonal pós-parto.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença inflamatória, ligada ao sistema imunológico, que faz o cabelo cair em placas redondas e lisas. Segundo a SBD, ela não é contagiosa e não destrói o folículo, por isso o cabelo pode voltar a crescer. Em alguns casos a perda se espalha: cerca de 5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo. Pode vir junto com doenças da tireoide e vitiligo.

Alopecia por tração

A alopecia por tração é a queda causada por penteados que puxam o cabelo o tempo todo, como tranças, coques e rabos de cavalo apertados. Afrouxar e variar os penteados ajuda. Se a tração dura muito tempo, a lesão repetida dos folículos pode tornar a falha difícil de reverter.

Alopecias cicatriciais

As alopecias cicatriciais são doenças inflamatórias que destroem o folículo e o trocam por cicatriz, por isso o cabelo perdido não volta. A Cleveland Clinic (em inglês), hospital dos Estados Unidos, lista como sinais coceira, ardor, dor ao toque, vermelhidão, descamação, crostas e pústulas no couro cabeludo. Tratar cedo pode frear a inflamação.

Quais causas o médico investiga?

A queda pode ser sinal de outro problema de saúde. Segundo o Manual MSD, os pontos mais checados são:

  • Ferro: a falta de ferro, com ou sem anemia, pode aumentar a queda. Menstruação intensa é uma causa frequente. Leia mais sobre o metabolismo do ferro na mulher.
  • Tireoide: tireoide lenta ou acelerada pode afinar o cabelo.
  • Excesso de hormônios masculinos: a síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a causa mais comum. Os sinais incluem acne, pelos em excesso e menstruação irregular. Veja o guia sobre acne hormonal.
  • Medicamentos: anticoagulantes e remédios para pressão, acne, tireoide ou convulsões podem desencadear queda. Não suspenda nenhum remédio por conta própria.
  • Outras causas: perda de peso rápida, excesso de vitamina A, lúpus e micose do couro cabeludo.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo dermatologista, com a história da queda, o exame do couro cabeludo e, quando preciso, exames complementares. A SBD recomenda buscar o diagnóstico correto, porque nem toda queda é alopecia androgenética. A consulta costuma incluir:

  1. Conversa: quando a queda começou e o que aconteceu nos três meses anteriores (parto, febre, dieta, remédio novo).
  2. Exame do couro cabeludo e das unhas: o médico pode usar o dermatoscópio, uma lente de aumento com luz. No couro cabeludo, esse exame se chama tricoscopia.
  3. Teste de tração: o médico puxa com delicadeza uma mecha e conta os fios que saem.
  4. Exames de sangue, quando há suspeita: hemograma, reserva de ferro (ferritina), tireoide e hormônios ligados à SOP.
  5. Biópsia do couro cabeludo: nos casos de dúvida e para confirmar alopecia cicatricial.

Qual é o tratamento da alopecia feminina?

O tratamento depende do tipo de queda e sempre precisa de orientação médica. Quando existe uma causa, como falta de ferro, tratá-la é o primeiro passo. Nos tipos crônicos, o objetivo é frear a queda.

TipoO que costuma ser feito (com orientação médica)O que esperar
Eflúvio telógenoTratar ou afastar o gatilho; às vezes, remédios que estimulam o crescimentoMelhora sozinha em alguns meses na maioria dos casos
Alopecia androgenéticaVasodilatador tópico ou oral, bloqueadores hormonais e, em casos avançados, procedimentosResposta lenta, em meses; o efeito dura enquanto o tratamento é mantido
Alopecia areataCorticoide em creme ou injetado no local, imunoterapia tópica, imunossupressores e inibidores de JAKO cabelo pode voltar; casos extensos são mais difíceis
Alopecia por traçãoAfrouxar e variar os penteados; avaliação logo no inícioMelhor resultado quando tratada cedo
Alopecia cicatricialAnti-inflamatórios e, em alguns tipos, antibióticosParar a progressão; o cabelo perdido não volta

Vasodilatador tópico ou oral

O remédio mais usado na alopecia androgenética é um vasodilatador aplicado no couro cabeludo, que ajuda a frear a queda e estimular fios novos. Segundo o Manual MSD, o novo crescimento pode levar de 8 a 12 meses, e o efeito dura só enquanto o remédio é usado. A versão oral pode ser indicada para pacientes selecionadas, só com receita. A SBD informa que pode ser preciso fazer avaliação clínica e cardiológica antes, porque o remédio foi criado para tratar pressão alta.

Atenção a quem convive com bebês: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para o risco de crescimento anormal de pelos em bebês que encostam nas áreas onde o produto foi aplicado.

Bloqueadores hormonais e procedimentos

O médico também pode usar remédios que reduzem a ação dos hormônios masculinos, como alguns anticoncepcionais e outros bloqueadores hormonais. Alguns deles não são seguros para mulheres que podem engravidar, segundo o Manual MSD. O transplante capilar é a opção mais duradoura para áreas já sem cabelo. O plasma rico em plaquetas (PRP) e o laser de baixa intensidade também são usados, como complemento.

Mitos sobre queda de cabelo

  • “Vitamina para cabelo resolve.” Suplemento só ajuda quando o exame mostra falta, como de ferro ou zinco. A Academia Americana de Dermatologia (em inglês) alerta que a biotina em excesso pode alterar exames, como os de tireoide.
  • “Xampu antiqueda trata alopecia.” Xampu limpa o couro cabeludo, mas não aparece entre os tratamentos descritos pela SBD e pelo Manual MSD. Nenhum produto de prateleira substitui o diagnóstico.
  • “Lavar o cabelo todo dia faz cair mais.” Os fios que saem na lavagem já iam cair.
  • “Cabelo que caiu nunca volta.” Depende do tipo. No eflúvio telógeno e na areata, o folículo continua vivo; na cicatricial, não.

Quando procurar atendimento?

Procure atendimento quando a queda passar do habitual por semanas, vier em placas ou tufos, ou vier com outros sintomas. No SUS, a porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

SinalO que fazer
Queda com febre, cansaço intenso, perda de peso ou outros sinais de doença no corpo todoProcurar um médico imediatamente, segundo o Manual MSD
Queda com voz mais grossa, pelos em excesso e menstruação irregularFalar logo com o médico para marcar avaliação
Falhas redondas e lisas que surgem de repenteConsulta em breve
Couro cabeludo com dor, ardor, vermelhidão, pus ou áreas lisas e brilhantesConsulta em breve: tratar cedo preserva os folículos
Afinamento lento no alto da cabeçaConsulta marcada com dermatologista

Dá para prevenir a queda de cabelo?

Nem todos os tipos têm prevenção, porque alguns dependem de genética. O que ajuda é agir cedo: segundo a SBD, os tratamentos respondem melhor na fase inicial. Evitar dietas muito restritivas e penteados apertados também ajuda.

Perguntas frequentes

Alopecia feminina tem cura?

Depende do tipo. O eflúvio telógeno costuma melhorar sozinho em alguns meses. A alopecia areata pode regredir, porque o folículo continua vivo. A androgenética não tem cura, mas tem controle: o tratamento freia a queda e pode recuperar parte da densidade enquanto é mantido. Na cicatricial, o objetivo é parar a progressão.

Queda de cabelo depois do parto é normal?

Sim, é comum: é o eflúvio telógeno pós-parto. A queda aparece cerca de três meses depois do parto e costuma durar de dois a quatro meses, segundo a SBD. Na maioria das mulheres, o cabelo volta sem tratamento. Se a queda passar desse prazo ou vier em placas, vale investigar ferro e tireoide.

Quanto tempo o tratamento leva para funcionar?

Meses. Na alopecia androgenética, o novo crescimento com o vasodilatador tópico pode levar de 8 a 12 meses, segundo o Manual MSD. Por isso, o resultado costuma ser reavaliado só depois de alguns meses de uso regular. Interromper por conta própria faz o benefício se perder com o tempo.

Queda de cabelo pode ser falta de ferro?

Pode. A falta de ferro está entre as causas investigadas, principalmente em quem tem menstruação intensa. O diagnóstico é feito por exame de sangue. Tomar ferro por conta própria não é recomendado: o suplemento deve ser indicado depois do exame, e o médico também investiga a origem da perda.

Fontes

Facebook
Pinterest
X
Threads
Email
Print

Leia Outros Artigos